Será que um calçado pode mesmo melhorar ou piorar a pisada do corredor?

No nosso último texto falamos da importância da pronação e supinação na marcha e na corrida.

A escolha do tênis ideal é um assunto em constante evolução e sempre gera alguma polêmica. Já faz algum tempo que muita importância é dada aos calçados com suposta capacidade de corrigir as alterações de pisada. Mas nos últimos anos, de forma inconsciente, valorizamos o conforto, que tem ganhado o respaldo da ciência. Existem estudos de qualidade mostrando que a escolha do tênis de corrida com base no conforto pode ser um fator de prevenção de lesões.

A informação deve ser interpretada com cuidado, pois segundo as mesmas pesquisas, o corredor intuitivamente seleciona um produto confortável usando seu próprio filtro, que lhe permite usar o “padrão de movimento preferido,” que geralmente é o que ele está mais acostumado. Isto se aplica muito bem a corredores mais experientes que conhecem o próprio corpo e têm rodagem suficiente para ter a clara percepção da “confortabilidade”. Para grupos de iniciantes, pessoas com sobrepeso ou lesionados, por exemplo, um tênis para o tipo certo de pisada ainda é a melhor pedida.

Um fator importante na hora de escolher o tênis é a técnica de corrida.

Corredores que utilizam o calcanhar como primeiro ponto de contato com o solo devem preferir tênis com um drop (diferença de altura entre a parte anterior e posterior do calçado) maior entre 8 e 12mm, com um sistema de amortecimento bom.

Para este público, pronação e supinação voltam a ter alguma importância.

Para os corredores que usam o médio/antepé como primeiro ponto de contato com o solo devem preferir tênis com um drop menor ou mesmo o tênis minimalista. Para estes, o tipo de pisada pouco importa.

Logo podemos constatar que sim, o calçado é capaz de modificar a pisada do corredor.

Qual o melhor tênis para correr então?

Uma pergunta que escuto todos os dias. A resposta é simples, mas não é fácil.  Você já deve ter entendido depois de ler o artigo acima.

Um estudo recente, comparou vários calçados em várias situações e encontrou boa relação entre o conforto e a prevenção de lesões. Mas o que quero deixar claro é que a Biomecânica pode te ajudar a achar o seu “conforto”.

Concluindo: Pessoas mais pesadas ou mais lentas que usam o retropé tendem a encontrar o conforto em tênis com drop maior, bom sistema de amortecimento e geralmente mais estruturado. Pessoas mais leves ou que correm em alta velocidade, buscam performance e usam o mediopé como primeiro ponto de contato tendem a achar o conforto em tênis com drop baixo, mais flexíveis e leves e geralmente com reforço na região anterior do calçado.

Assista ao video com a explicação:

AUTOR

Fisioterapeuta, professor, maratonista e especialista em Fisioterapia Esportiva e Ortopédica. Através do Correr sem Lesão, Alexandre percebeu a necessidade de muitas pessoas em ter acesso a um conhecimento mais aprofundado sobre prevenção de lesões – algo que pudesse ajudar na preparação para provas e com baixo custo. Um conteúdo online embasado cientificamente no que há de mais recente no mercado, aliado à experiência de 20 anos de prática profissional e 18 maratonas para quem quer conduzir melhor os treinos de acordo com o objetivo pessoal.

ALEXANDRE ROSA

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